Dois anos se passaram e finalmente temos a continuação que mais estávamos esperando, Star Wars: Os Últimos Jedi. Logo de cara percebemos que não aconteceu praticamente nada entre o final do Episódio VII e o começo do VIII, e os letreiros clássicos que aparecem no início do filme, acompanhados pelo tema criado por John Williams, não é nada que nós já não sabíamos. A Primeira Ordem avançou e ganhou mais terreno na guerra e quase dizimou toda a aliança Rebelde e, com isso em mente, podemos perceber que as pessoas por trás deste novo filme utilizaram como base os longas da trilogia clássica, que começa mais ou menos deste modo.

Podemos dizer que Os Últimos Jedi é um bom filme, mas com ressalvas. Se considerarmos e analisarmos os três atos do filme, podemos concluir que o filme só pega no ritmo certo no seu terceiro ato. O Episódio VIII possui uma trama interessante, porém fraca em comparação com os outros filmes da franquia. O longa possui algumas cenas desnecessárias que poderiam muito bem terem sido cortadas na versão final, como por exemplo a cena em que Finn e Rose (nova personagem adicionada e interesse amoroso de Finn) vão para um planeta Cassino em busca de um decodificador para ajudá-los a penetrar no escudo da nave do Supremo Líder Snoke, mas acabam sendo presos e conhecendo o personagem de Benício Del Toro. Esta parte do filme foi inserida para apresentar o personagem, mas que poderia ter sido um pouco mais bem trabalhada.

Considerando o último trabalho de Carrie Fisher, podemos dizer que ela conseguiu completar sua parte nessa produção. Ela possui uma grande participação no filme, se encaixando perfeitamente na trama, tanto que uma das principais reviravoltas do filme é por conta dela mesma, como General Organa. O roteiro do filme é surpreendente em vários momentos, mas em outros nem tanto e há cenas que poderiam ser descartadas que não fariam diferença alguma.

Um momento que poderia ter sido muito melhor do que foi mostrado, é o treinamento de Rey. Nesse trecho o personagem de Mark Hamill (Luke) não aparece da forma como estávamos esperando, mas aparece um pouco ofuscado e ”jogado” na cena, diferente de Han Solo no episódio anterior, e de Leia em Os Últimos Jedi.

O Supremo Líder Snoke tem uma participação fraca e não traz o mesmo medo de quando ele nos foi apresentado no episódio VII. Sua personalidade mudou de um filme para outro e os acontecimentos envolvendo o personagem durante o longa são fracos e um pouco previsíveis. Ao contrário de seu mestre, Kylo Ren tem um desenvolvimento absurdo neste episódio e deixou todos ansiosos para ver sua conclusão no próximo.

Os efeitos especiais estão impecáveis como esperado de uma produção do nível de Star Wars, e não deixa a desejar em momento algum. As cenas se encaixam perfeitamente com os efeitos utilizados e muitas vezes traz um sentimento a mais para o momento. O trabalho de áudio e a trilha sonora estão sensacionais e bem trabalhados junto dos efeitos e do roteiro, que trazem um tom dramático para várias cenas do filme.

O filme não é perfeito, mas foi um filme que nos prendeu e nos fez sair do cinema igual a rebelião, com esperança. Parece que a Disney ouviu os fãs de verdade e entendeu que essa nova trilogia precisa ser diferente da trilogia clássica, e é isso que nos é mostrado em algumas cenas. Star Wars: Os Últimos Jedi é um filme muito bom que tem seus altos e baixos, mas que não decepciona, e a ida ao cinema para acompanhar esta continuação com certeza vale a pena.

REVER GERAL
NOTA
8
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