Lara Croft está de volta às telonas com Tomb Raider: A Origem.

A indústria do cinema já enfrentou diversos desafios ao adaptar uma obra para às telonas. Durante muitos anos, livros e peças de teatro viraram grandes filmes. Mais recentemente uma onda de adaptações de quadrinhos chegou aos cinemas. Porém existe uma mídia pouco explorada por Hollywood que possui um grande potencial, estamos falando dos videogames.

A maioria dos fãs de games sabem que Lara Croft surgiu em 1996 com o primeiro Tomb Raider e mais tarde em 2001, recebeu uma adaptação cinematográfica com Angelina Jolie. Em 2013 a série de games de Lara Croft sofreu um reboot que foi muito bem recebido por todos os fãs. Agora, em 2018, Tomb Raider recebeu o seu reboot nos cinemas, com Alicia Vikander como protagonista. Quando a atriz foi apresentada como Lara Croft um tempo atrás, muitos questionaram se ela seria a escolha certa. A atriz de 29 anos se encaixou muito bem no papel e trouxe um bom filme para todos nós.

Mas essas adaptações possuem um problema em comum. Quando você joga algo, o elemento que mais importa é o gameplay dentre muitas outras coisas. Em adaptações cinematográficas obviamente perdemos essa essência. Além disso, a história é sempre adaptada de uma forma diferente, mudando muitos de seus principais elementos.

Tomb Raider possui uma boa história, mas que precisa ser trabalhada com cuidado.

Tomb Raider: A Origem, acompanha a mesma história de Lara apresentada no game de 2013. Claro que essa história sofreu algumas alterações ao passar para uma mídia diferente. Na história, Lara é uma jovem sem propósito que se recusou a assumir os negócios milionários de seu pai, Richard Croft. Após encontrar uma pista sobre o paradeiro de seu pai, Lara parte para Yamatai, uma ilha isolada na costa do Japão, em busca de Richard, que está desaparecido a sete anos. Na história original, seu pai já está morto neste momento, porém em uma reviravolta cheia de clichês, Lara o reencontra na ilha. Ambos se unem para impedir Mathias Vogel, um vilão a serviço de uma corporação secreta. Ele e a corporação querem roubar os segredos da tumba da rainha Himiko.

Os personagens secundários acabam sendo ofuscados pela busca de Lara por seu pai, que acabam sendo descartáveis. O que é bem ao contrário do jogo, onde Lara mantém diversas amizades importantes.

O filme é recheado de cenas de ação muito boas. A maior parte delas obviamente são concentradas na ilha, mas também há algumas no início do filme que preparam o espectador para o que está por vir.

O longa pega muitas e muitas referências do jogo e até copia algumas cenas, como por exemplo, a cena em que Lara está presa nos destroços de um avião antigo que está pendurado na beira de uma cachoeira.

O principal ponto do filme está de fato na força de sua protagonista e como ela se desenvolve durante a história. Fãs de longa data da franquia Tomb Raider com certeza irão se divertir com o filme. Mas também é preciso entender que para fazer uma adaptação dessas, é preciso esquecer um pouco o fan service e focar um pouco mais no roteiro.