O mais novo lançamento da Ubisoft, For Honor, é um jogo de combate corpo a corpo em terceira pessoa focado quase por completo na competitividade. Mas o que ele tem de interessante e diferente dos outros jogos do mesmo gênero?

Inicialmente anunciado como sendo um jogo totalmente multiplayer, For Honor chamou muita atenção dos jogadores ao redor do globo por conta de sua mecânica um pouco diferente do que estávamos acostumados. Com uma mistura de MOBA, uma pitada de Dark Souls e batalhas brutais, o novo título transforma as triviais (e já conhecidas) batalhas medievais em algo empolgante.

For Honor pega várias inspirações e cria algo totalmente novo que é muito parecido com um jogo de luta, mas com espadas, machados, lanças e etc… Ao ficar de frente com seu oponente no campo de batalha e travar a mira no mesmo o combate se inicia, mas não pense que é apenas defender e atacar. A mecânica de batalha do game é o seu principal diferencial e requer total atenção e reflexo do jogador, isso porque o local aonde você está defendendo os ataques do inimigo pode mudar em um piscar de olhos e acabar te ferindo muitas vezes de formas fatais. Como isso ocorre? É simples, quando você está de frente para seu inimigo seu personagem possui três posições para se defender (direita, esquerda e cima), assim como seu oponente possui os mesmos três quadrantes para te atacar, durante a luta avisos em vermelho mostrarão o lado que você será atacado (caso você esteja jogando no modo história, esses avisos sumirão e você precisará ficar de olho no posicionamento do inimigo) e dependendo de seu personagem você pode desviar e contra-atacar ou defender a investida.

Escolher seu personagem é algo que deve ser pensado com muito cuidado, afinal você quer um personagem lento e forte, rápido e frágil ou um híbrido dos dois? For Honor te dará todas essas opções de heróis e você ainda pode montar sua própria configuração de equipamentos que você conseguirá ao longo das partidas. Quer focar no dano? Quer focar na defesa? Ou prefere agilidade? Você tem todas essas opções para customizar seu personagem da forma que achar mais conveniente.

Existem três facções de guerreiros no game, são elas: os samurais, os vikings e os cavaleiros e dentro de cada uma existem quatro variações de guerreiros como as descritas brevemente antes, mas dependendo da facção seu personagem pode possuir uma habilidade diferente dos outros, como por exemplo, um samurai assassino que possui uma habilidade que atira kunais nos inimigos ou um viking que pode atirar sua lança em você. De qualquer forma existem diversas combinações de ataques para cada um dos heróis e é isso que deixa o jogo bastante interessante.

Os modos de jogo em For Honor são bem genéricos, mas ainda sim podem ser bastante divertidos. Existem modos de eliminação que podem ser jogados por até quatro pessoas em cada time, já o modo domínio possui uma mecânica parecida com eliminação, porém como falado anteriormente, podemos dizer que há um elemento de MOBA presente, os minions. Nesse modo oito jogadores se enfrentam (quatro de cada lado) e tentam dominar pontos estratégicos no mapa, acumulando pontos para alcançar a vitória, e o ponto central, o mais disputado, conta com a presença de uma horda de guerreiros de ambos os lados que estão la para ajudar a segurar o ponto e tornar a batalha mais empolgante.

Apesar de possuir um multiplayer excelente, a campanha peca em vários aspectos. Com batalhas extremamente repetitivas e uma história bem fraca, a campanha não trouxe nenhum momento marcante como eu estava esperando. Podemos dizer que a campanha funciona mais como um tutorial estendido do que como introdução ao universo. Os diálogos ao longo das missões são bem fracos e dificilmente você vai gravar o nome de alguém. A história da campanha é um pouco banal e enjoativa: uma cavaleira do apocalipse quer juntar diferentes povos e destruí-los através da guerra. Para mim esta campanha só foi acrescentada ao jogo para evitar que os jogadores reclamem, alegando que só tem multiplayer e que o jogo não têm história.

Uma coisa que muitos estão reclamando e com razão, é a questão dos servidores. A Ubisoft optou por utilizar servidores peer-to-peer (P2P) onde um dos jogadores da partida é quem atua como o ”servidor” da partida, isso pode ser algo bom visto que diminui drasticamente o ping dos jogadores tornando a batalha menos estressante, mas não adianta nada quando o “dono” da sala possui uma conexão precária e acaba afetando todos que estão jogando, ou quando o mesmo é desconectado e ficamos alguns segundos com uma tela de loading aparecendo até a sala ser passada para outro jogador. Quando coisas assim acontecem é muito fácil você perder a concentração no meio da batalha e acabar morrendo no jogo.

O multiplayer é realmente onde o jogo irá se destacar, focando em batalhas bastante acirradas e uma competitividade perfeita. Podemos perceber que a Ubisoft pretende transformar For Honor em um game eSport, porém na minha opinião temporadas curtas e batalhas entre times não garantirão uma longa vida ao game.

Ainda é extremamente cedo dizer se o jogo vai conseguir se tornar um grande título competitivo no mundo dos eSports, mas já podemos afirmar que é um jogo com uma excelente competitividade no multiplayer. Só depende da própria Ubisoft criar conteúdos interessantes para manter a comunidade empolgada com o game.

REVER GERAL
NOTA
8
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