Eis que fomos introduzidos novamente ao universo de Metal Gear Solid… Como é bom estar de volta na cabeça do Kojima em seu – provável – último jogo de uma das franquias mais famosas do mundo.

Vou tentar ser extremamente breve e, nessa crítica, passar um pouco das situações e experiências a qual presenciei. Vamos começar com algo que acredito ser a marca do Kojima em suas produções: enquadramentos e storytelling.

A forma como Hideo conta o seguimento da história já vista pelo público em Metal Gear Solid 5: Ground Zeroes é simplesmente fantástica. Acredito ser a primeira hora mais intensa de qualquer jogo que já joguei. Você será acordado no hospital e verá tudo desmoronar enquanto você passa por ambos tutorial e prólogo. A grande sacada do Kojima é realmente realizar a imersão do jogador no jogo. Vamos utilizar a mesma cena do hospital novamente (que é o início do jogo):

Você acorda com uma visível tontura, a vista embaçada e consegue inclusive ver a sua pálpebra a qual se movimenta conforme Snake volta à sua “normalidade”. Nesse meio tempo passam-se enfermeiras, realizam ações secundárias como por exemplo: colocar flores em um vaso ao seu lado. Tudo isso faz com que você, em algum ponto, comunique ao seu cérebro: Ok, eu estou em um hospital.

Resumidamente a história por trás de Metal Gear Solid V: The Phantom Pain é simples. Snake acorda em um hospital após os eventos de Ground Zeroes e necessita fugir após seus inimigos descobrirem que está vivo, durante isso as situações paranormais já conhecidas pelos fãs da série tomam conta e introduzem os novos jogadores para possíveis eventos similares. O plot gira em torno da reconstrução da FOX, ou como é chamado agora, a Diamond Dogs (DD) e querendo ou não é isso que torna a história massante em alguns momentos, simplesmente pois há missões aonde eu senti que eram desnecessárias e poderiam muito bem ser incluídas em Side-Ops (missões secundárias do jogo).

A história mencionada acima, juntamente com a trilha sonora que é fantástica e o estilo de enquadramento do Kojima favorecem a uma experiência sem igual, que preza pela imersão do jogador a todo o momento. Existem músicas que inclusive foram gravadas pelos próprios autores, tais como a Quiet’s Theme, que teve Stefanie Joosten como vocalista, escute abaixo e delicie-se com a voz da personagem mais silenciosa de Metal Gear Solid V: The Phantom Pain.

Você poderá recrutar os inimigos utilizando um equipamento Fulton (uma espécie de balão meteorológico) disponibilizado por Miller, tudo é bem intuitivo e o jogo faz questão de te ensinar como o sistema funciona de alguma forma. Um dos grandes triunfos do jogo é a criação da Motherbase, para onde você extrairá os soldados neutralizados no campo de batalha (Afeganistão). A Motherbase servirá como um QG para Snake e sua equipe. Você pode treinar a sua equipe, proteger os recursos extraídos durante as suas infiltrações (recursos esses que vão desde matérias primas até metal comum e material biológico), expandir a sua base e etc… Este local se tornará a sua segunda casa, sendo a primeira sempre o campo de batalha.

Um outro ponto extremamente positivo é a jogabilidade, que funciona muito bem e acrescenta o toque final ao jogo extremamente complexo em sua parte técnica. As possibilidades de interações com os inimigos, com animais (DD mandou abraços.) e até mesmo com veículos e contêineres são incríveis. O jogo se destaca muito nesse aspecto.

Eu gostaria muito de me estender na crítica, mas eu peço que deêm uma olhada vocês mesmos. Eu tentei, por diversas vezes, passar um pouco da minha experiência com o jogo no texto acima e cheguei à conclusão de quê ela foi algo única e que mudará de jogador para jogador. Você não necessita ter jogado os outros jogos da franquia para entender a história deste jogo (obviamente que se tiver presenciado os eventos anteriores e posteriores, sua experiência será ainda maior).

Metal Gear Solid V: The Phantom Pain é a versão definitiva da franquia Metal Gear Solid até o momento. Com relação aos aspectos técnicos de mundo aberto você não encontrará nada melhor e mais bem polido atualmente. Se você deseja presenciar uma experiência fantástica, vá sem medo que terá uma viagem extremamente estimulante e satisfatória.