Durante a Brasil Game Show várias desenvolvedoras independentes estiveram no local para apresentar seus projetos ao público gamer, entre elas se encontrava a Kinship Enterteinment, produtora do MOBA Skydome.

Conversamos com Matheus, que é um dos desenvolvedores do projeto e ele contou um pouco sobre o jogo e seu desenvolvimento.

PopVerse – Como foi para produzir esse jogo?

Matheus – Fico por você ter jogado e pelo jogo estar sendo falado super bem. A Produção de Skydome não tem como falar dela sem antes falar da desenvolvedora, a Kinship. A empresa começou em 2016 e de início eram seis pessoas depois subindo para oito, a empresa se localiza no Butantã aqui em São Paulo. Todos os membros da empresa já possuíam experiências passadas como desenvolvedor de jogos. Gastamos uns dois meses pensando o que faríamos inicialmente e pensamos em fazer um jogo multiplayer competitivo. Todas as pessoas que conversamos tinham um jogo ao estilo tower defense que jogavam antigamente. Então chegamos a conclusão de que todo mundo gostava de jogos nesse estilo, mas nenhuma empresa fez um negócio tower defense, multiplayer. A partir disso começamos a desenvolver um protótipo que iria virar Skydome no futuro. Foram quatro meses de  muita correria, trouxemos o jogo na BGS do ano passado, um protótipo totalmente diferente do que está aqui agora, era um estande de oito metros. Se vocês entrassem no nosso canal do youtube e comparasse o nosso vídeo mais antigo com o mais recente eu acho que é algo bem chocante. Passou a BGS e nos inspiramos e acabamos mergulhando de cabeça no projeto, jogamos fora aquele protótipo e começamos do zero. Uma equipe de quatorze pessoas ficou cerca de um ano desenvolvendo essa versão que está aqui na BGS esse ano. Agora a equipe de Skydome possui dezoito pessoas.

PopVerse – A questão de desenvolvimento de games não é muito grande no Brasil, certo?

Matheus – Sim, o Brasil possui um deficit gigante em relação a desenvolvimento de games. Hoje são cerca de trezentas empresas no Brasil e a maior parte é de pequeno porte. Sabemos que tem muito talento por ai, vivemos de games faz muito tempo, eu já estou com meus trinta anos, já da para olhar um pouco para trás, porém ainda tem muito pela frente. Acho que o cenário indie de desenvolvimento brasileiro está cada vez mais se organizando, cada vez mais se unindo e trocando experiências e realmente se profissionalizando. Existe muita paixão por games, então é algo que precisa ser aprendido, precisamos andar juntos e lembrar que é uma empresa, lembrar que não é só de paixão que se vive e tudo precisa caminhar junto.

PopVerse – Jogo League Of Legends desde a primeira season e vimos que Skydome está muito mais redondo que o LoL era naquela época. Vocês acham que podem alcançar League Of Legends algum dia?

Matheus – Aqui na Kinship estamos com a filosofia de fazer as coisas com muito carinho, fazer certo. A galera chega aqui sempre perguntando sobre versões para console e sempre pedimos calma, nós vamos fazer uma coisa de cada vez, mas vamos fazer certo.

PopVerse – Algo que impressionou foi o estilo de arte adotado. Existe algum motivo por trás disso?

Matheus – Se você ver o protótipo ele era muito mais cartoon. Nossas artes são uma mistura de estilos de vários artistas que foram alunos da Anhembi Morumbi. Somos próximos e conhecidos das instituições de ensino.

PopVerse – Quando a galera vai poder jogar Skydome?

Matheus – Estamos com um cadastro do BETA em nosso website e vamos começar a liberar o pessoal cadastrado dentro de um ou dois meses. É um pouco ruim dar uma data exata, pois fazer um jogo já é difícil e estimar uma data é mais difícil ainda. Existem grandes estúdios com mais trezentas pessoas na equipe e mesmo assim eles não acertam a data de término e não vai ser a gente que vai acertar isso logo de cara, então é melhor não falar a data exata e sim uma janela de lançamento, por que é meio ruim ter de pedir desculpas depois se algo der errado.

PopVerse – Gostaria de deixar uma mensagem para a galera que não conhece Skydome?

Matheus – Skydome é um jogo 100% feito aqui no Brasil, estamos desenvolvendo com muito carinho, muita atenção ao detalhe e muita calma. Estamos tentando evitar abraçar o público, pois sabemos que não vamos alcançar nada se nos abraçarmos assim logo de cara. Skydome é um jogo muito ambicioso, existem expectativas muito altas e queremos superar todas as expectativas, então nós vamos com calma, fazendo de pouco em pouco. Mandem feedback para nós, mandem feedback negativo que gostamos muito mais do que o positivo, podem falar na cara que nós preferimos que seja assim, tem que ser sincero. Quanto antes a gente ouvir mais barato se torna arrumar o problema, mais fácil fica para trazer um produto final de qualidade.

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