Far Cry: Primal foi anunciado há alguns meses pela Ubisoft em uma livestream que pegou todos de surpresa! Será que o jogo mantém o nível de seus antecessores, ou é uma repaginação de Far Cry 4 para a idade das pedras?

Logo ao iniciar o jogo temos uma espécie de “contextualização” do jogador para a situação que se encontra o personagem principal, Takkar. Em meio à mamutes gigantescos, o protagonistas e sua tribo necessitam se esgueirar para poder abater um filhote longe de sua manada (tudo funciona como uma estratégia de flanco em guerra). Devo admitir que senti uma dó imensa do animal, que corria desesperado tentando encontrar a sua manada. Ponto para a Ubisoft.

Um dos pontos fortes de Far Cry: Primal é a ambientação. Tudo é muito bem construído, grama é um dos principais componentes do terreno, seguido das águas e pedras/montanhas. A imersão que o jogo passa ao jogador é incrível! Desde o dialeto dos nativos de diferentes tribos, até a forma como agem e lutam.

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Uma curiosidade bacana é o fato de a Ubisoft ter criado os dialetos. Os atores realmente aprenderam a lógica em cada palavra sendo dita, o quê facilitou (e melhorou!) muito a atuação dos mesmos. Não sentimos eles jogando palavras ao vento, cada uma tem uma intensidade diferente e faz com que o jogador sinta na pele a dificuldade de se comunicar com outros nativos naquela época. É óbvio que o jogo conta com um sistema de legendas, porém você pode se aventurar ao máximo e desligar essa legenda (eu duvido que você chegue muito longe, ou sequer entenda a história), porém é o mais imersivo possível e devo afirmar que é bem divertido e até engraçado.

A trama de Far Cry: Primal gira em torno de dominação de território. Na minha opinião é algo honesto e o mais importante, funciona! Não dá para viajar TANTO assim numa civilização tão simples (como era antigamente). Em meio à essa trama, o verdadeiro brilho de Far Cry aparece, o combate.

Você pode combater com o clássico “martelo de pedra”, ou até mesmo usar um arco e flecha, porém nada é mais divertido do que domar um Lobo, uma Coruja, etc… Tudo isso se dá pois Takkar é reconhecido como “Mestre das Feras”, após uma viagem espiritual, e isso dá a ele a facilidade para se relacionar com quaisquer animais que ele encontre no caminho. Essa relação envolvendo o protagonista com os habitantes do local traz ambas diversidade e dinamismo incríveis ao jogo.

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Graficamente falando, Far Cry: Primal é bom. Nada absurdo, porém está longe de ser feio e mal feito. Tudo é cuidadoso para tentar ser o mais fiel possível no estilo artístico proposto pela equipe de desenvolvimento do jogo. Juntamente da trilha sonora, que intensifica os momentos de ação, o jogo traz (novamente mencionando) a imersão necessária para funcionar.

Minha única ressalva vem com relação à bug’s pequenos. Encontrei um problema ao utilizar a coruja pela primeira vez, aonde eu podia atravessar árvores como se as mesmas não existissem, até mesmo pareciam não ter nenhuma configuração de colisão com a mesma. Tirando isso, minha jogatina correu tranquilamente!

Far Cry: Primal é uma grata surpresa que, apesar de anunciada perto do seu lançamento, não aparenta ser feita as pressas. Tudo parece ser extremamente bem pensado, roteirizado e polido, com o intuito de passar a melhor experiência relacionada à “idade da pedra” que se é possível atualmente. Todos os fãs da franquia podem ir com tranquilidade que irão se divertir bastante com o novo título da série.